segunda-feira, 31 de maio de 2010
O PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO E OS DESAFIOS DA SUA FORMAÇÃO: UM ESTUDO NA MICRORREGIÃO ALTO RIO GRANDE – MG
Texto retirado do site http://bit.ly/aElzXB
O PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO E OS DESAFIOS DA SUA FORMAÇÃO: UM ESTUDO NA MICRORREGIÃO ALTO RIO GRANDE – MG THE PROFESSIONAL TRAINING CHALLENGES FACED BY PROFESSIONAL MANAGERS: A STUDY CONDUCTED IN THE MICRO-REGION ALTO RIO GRANDE - MINAS GERAIS RESUMO Este trabalho discute o papel do administrador no mundo globalizado e destaca as dificuldades vividas por expressivos grupos de população para ter acesso à educação superior. Da mesma maneira, através de uma pesquisa realizada – em dois momentos diferentes – junto a um grupo de alunos do curso de administração da FIAMG – Faculdades Integradas Adventistas de Minas Gerais – na cidade de Lavras/MG, pretendeu traçar o perfil do graduando nesta Instituição. Foram utilizados questionários fechados para um grupo de 80 ingressantes, no ano de 2002 e, posteriormente, no ano de 2004, outro questionário foi aplicado a 43 destes alunos, na época cursando o 6o período de administração nessa mesma instituição. Uma das mais importantes considerações que pode ser destacada ao concluir a análise das informações coletadas é que os graduandos de administração, que foram o foco deste trabalho, não fogem à realidade nacional. Ou seja, em muitos casos, o desafio da construção do conhecimento fica relegado a segundo plano, restando-se importância à necessidade de alcançar uma formação que realmente os prepare para enfrentar as exigências do mundo atual. Nesta situação, toda a sociedade carrega uma parcela de responsabilidade. Entretanto, cabe, prioritariamente, aos professores orientarem adequadamente seus alunos levando-os a raciocinarem numa perspectiva futura, cientes de que o desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional na atualidade deixou de ser mero fator de status e passou a se tornar uma necessidade de sobrevivência. Palavras-chave: Formação superior, qualidade da educação, mercado de trabalho, perspectivas futuras INTRODUÇÃO Nos mais variados círculos acadêmicos, políticos, econômicos e de negócios, ouve-se com freqüência a afirmação – cheia de esperança – de que o Brasil é o país do futuro. Mas como ser, em se mantendo a desigualdade social reinante? Quando este futuro efetivamente chegará? Numa economia globalizada e em acelerada concorrência, alguns diferenciais poderão colocar o país numa posição de destaque em relação a outros. Um destes fatores é a formação educacional de seu povo. No foco específico a ser discutido neste trabalho, percebe-se a necessidade das empresas se modernizarem para sobreviver num ambiente empresarial que se caracteriza por ser cada vez menos previsível e com instabilidade crescente. Para que isto aconteça é preciso, entre tantas outras coisas, contar com funcionários bem qualificados. É neste contexto que entra em cena o profissional de administração. Por mais atualização tecnológica que uma empresa possua, o fator humano é cada vez mais fonte de vantagem competitiva. Mas, o que deveria se entender por um profissional “bem qualificado”? O que garante realmente o seu sucesso em um mundo no qual mudar sempre é um fator de sobrevivência para pessoas e empresas? Neste sentido, Franco (2002, p.27) afirma: O profissional vitorioso será aquele capaz de oferecer coisas que as máquinas e mesmo outras pessoas são incapazes de oferecer. Fazer com competência algo que sempre foi feito da mesma maneira não basta para garantir nada a ninguém [...] O mundo atual exige e vai exigir cada vez mais profissionais capazes de quebrar as velhas regras. Capazes de ser pessoas que abrem novos horizontes e aceitam riscos. O critério do que é a competência mudou [...] A todo momento, o profissional é chamado a dar sua contribuição criativa e competir de forma corajosa. Isso é incômodo e dá muito trabalho Qualquer pessoa se sente mais confortável quando possui uma receita pronta sobre o que fazer, respostas pré-fabricadas para os problemas que possam surgir e uma agradável rotina... Mais especificamente, referindo-se ao profissional de administração, Tachizawa (2004, p. 126) aponta: a demanda pelo profissional graduado em administração, com perfil multidisciplinar, está ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Não apenas na área pública e acadêmica, mas principalmente na iniciativa privada, requisita-se um profissional com visão ampla e analítica, aliada a uma capacidade de lidar de modo perspicaz com as mais diversas situações do processo decisório nos negócios empresariais. Este parece ser o perfil do administrador que a grande maioria das empresas precisam. Entretanto, é válido questionar: qual o perfil dos novos administradores que as Instituições de Ensino Superior estão disponibilizando no mercado de trabalho brasileiro? Em que medida esse perfil se ajusta às novas exigências que precisam ser cumpridas para qualquer profissional manter-se competitivo e empregável? Ou então, a pergunta que deveria vir antes das outras: quais as possibilidades reais, tanto de acesso quanto de permanência, que o sistema educativo oferece para os jovens que querem ingressar numa instituição de ensino superior? Este trabalho discute o papel do administrador no mundo globalizado e destaca as dificuldades vividas por expressivos grupos de população para ter acesso à educação superior. Da mesma maneira, através de uma pesquisa realizada junto a alunos do 6º período de administração da FIAMG – Faculdades Integradas Adventistas de Minas Gerais, na cidade de Lavras/MG, pretendeu traçar o perfil do graduando nesta Instituição. Para tanto, duas análises distintas foram feitas. Primeiramente, analisaram-se os 80 (oitenta) questionários fechados preenchidos pelos estudantes no ato da inscrição para prestar vestibular e que foram aprovados, e, posteriormente, estes mesmos estudantes já cursando administração respondendo outro questionário. Nesta ocasião, foram distribuídos 51 (cinqüenta e um) questionários e respondidos 43 (quarenta e três). A FIAMG iniciou suas atividades no ano de 2000, ofertando dois cursos de nível superior: Administração, com oitenta vagas e Ciências Contábeis, com cinqüenta vagas. A Instituição adota uma visão de melhoria contínua em busca do aperfeiçoamento de seu corpo funcional e também do corpo docente visando oferecer uma melhor estrutura acadêmica aos estudantes. Com isto, tem alcançado resultados extremamente gratificantes, como, por exemplo, o conceito “A” junto ao Provão do MEC de 2003 da turma de formandos do curso de Ciências Contábeis. Outro aspecto que não pode ser deixado de lado é a preocupação com o social. A Instituição tem vários programas sociais que beneficiam um número expressivo de pessoas. Ainda, tem-se percebido um crescimento muito acentuado em número de alunos que residem nas cidades próximas de Lavras, num raio aproximado de setenta a oitenta quilômetros, tendo concentrado seu público maior na chamada Microrregião Alto Rio Grande. A Microrregião Alto Rio Grande é composta por 9 (nove) municípios, a saber: Lavras; Ribeirão Vermelho; Ijaci; Carrancas; Itutinga; Nepomuceno; Itumirim; Ingaí e Luminárias. A população total da microrregião em 2004 era de 141.892 habitantes, conforme estimativa do IBGE. Lavras localiza-se no Sul do Estado de Minas Gerais e é considerada uma cidade pólo na região. De acordo com o IBGE (2004) a cidade tem uma população estimada em 85.380 habitantes, detendo assim 60,17% da população da Microrregião. A taxa de alfabetização, considerando o senso de 2000, era de 94,50%. Em 1995, a contribuição do PIB de Lavras para a Microrregião foi de 67% (SEBRAE, 1998). O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR: OUTRA FORMA DE DESIGUALDADE? Heráclito, filósofo grego, já afirmava, cinco séculos antes de Cristo que a única constante na vida é a mudança. Nada mais atual que esta afirmação. A sociedade atual vive em constante mudança; mudar faz parte da natureza e da história. A globalização associada ao constante avanço tecnológico acelera cada vez mais os processos em qualquer ramo do saber humano. Sendo assim, torna-se premente a necessidade de se ampliar os conhecimentos. O homem acaba se tornando fruto da gama de conhecimentos que carrega. Uma das fontes de se adquirir conhecimentos é através do contínuo aprendizado, conseguido, na maioria das vezes, num processo de educação formal. O conhecimento é um bem valioso. Na visão de Tafner (2005, p. 12): ele permite que as pessoas utilizem melhor os recursos a que têm acesso, potencializando sua capacidade produtiva. Por isso, é fator importante para o crescimento econômico a boa remuneração dos trabalhadores. Além disso, sabemos que o conhecimento facilita às pessoas lidar com as incertezas e as mudanças, permitindo que identifiquem oportunidades e tenham maior probabilidade de aproveitá-las. Por fim, o conhecimento torna as pessoas mais conscientes, o que pode ser um poderoso agente para transformar preferências, hábitos, atitudes e mesmo valores. Em função de todos esses impactos, podemos afirmar que dentre as oportunidades potenciais presentes em uma sociedade moderna talvez o acesso ao conhecimento seja a mais importante. Nos últimos tempos, a necessidade de competitividade profissional tem desencadeado um visível aumento pela formação superior. As empresas tornam-se cada vez mais exigentes nos processos de seleção de seus colaboradores. Até para cargos ou funções onde não é necessária a formação superior para execução de tarefas, tal formação torna-se um fator de diferenciação num mercado de trabalho tão acirrado. A abertura de novas Instituições de Ensino Superior trouxe a falsa idéia de que haveria uma melhoria na qualidade da formação do cidadão brasileiro, em especial dando oportunidades aos mais necessitados. Por outro lado, reacendeu a chama da esperança, nos jovens, de ter uma maior facilidade para ingressar e concluir um curso superior. É o complemento almejado para a conclusão do processo educacional que se inicia, geralmente, no círculo familiar. Desde a mais tenra idade, os indivíduos são estimulados a ingressar e permanecer em instituições educativas que ofereçam uma formação compatível com as necessidades do mundo atual. Porém, hoje, a exigência seletiva do mercado empregador acelera ou intensifica este estímulo. Entretanto, na opinião de vários autores, como Corbucci (2005, p. 34), em uma sociedade como a brasileira, que tem como agravante profundas desigualdades sociais, que remontam à sua própria constituição como nação, atribui-se à educação [...] um poder redentor dessas mazelas, na medida em que a escolarização levaria à ascensão social. Mesmo que não se compartilhe plenamente desse entendimento, deve-se reconhecer que esse poder tem sido subutilizado. Assim, apesar do enorme avanço da última década, o Brasil, segundo Tafner (2005, p. 12), ainda não dá a possibilidade aos jovens de alcançar todos os níveis educacionais. Mais do que isso, temos reproduzido na educação a enorme desigualdade presente em nossa sociedade. De acordo com o mesmo autor “a escolaridade média dos jovens no país, isto é, da população de 15 a 24 anos, é inferior a oito anos de estudo. Enquanto isso, a escolaridade média entre os jovens chilenos chega a dez anos [...] Por outro lado, os grupos menos favorecidos apresentam atraso de três anos em relação à média do país...”. A Constituição Brasileira de 1988 em seu artigo 5º e a Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu artigo VII declaram, respectivamente, que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, tendo direito “à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade”. Entretanto, como defender uma educação para todos e de igual qualidade se, perante a lei todos são iguais, mas perante os homens não? De acordo com Voltaire , o que traz a desigualdade entre os homens são as precisões, não sendo estas, todos seriam iguais. “A miséria que avassala a nossa espécie subordina o homem ao homem – o verdadeiro mal não é a desigualdade em si: é a dependência”, afirma ele, independente de o miserável servir à Sua Alteza, tal como a “Sua Santidade. Duro é servir um ao outro.” O sistema de ingresso ao ensino superior no Brasil, conhecido como vestibular, ainda é elitista. A história conta que a chegada da família real no Brasil, em fuga das forças de Napoleão, trouxe consigo a criação das primeiras escolas superiores no Brasil, por pressão das elites dominantes então na época. O vestibular, criado em 1911 (Souza, 2004, p. 22), foi uma forma de selecionar “os melhores” para o ensino superior. Pode-se afirmar que, apesar de questionado, ainda é um mal necessário. Enfim, reproduz a seleção natural na sociedade brasileira. Os melhores ainda são os que detêm uma renda maior e uma formação básica adquirida em escolas para famílias de renda elevada. Não existe verdadeiramente essa igualdade pregada pela Constituição Brasileira. O Brasil conta atualmente com 1.024 instituições de ensino de graduação, assim classificadas: 153 universidades, 85 faculdades integradas, 768 estabelecimentos isolados e 18 centros universitários. Segundo dados do Censo de Ensino Superior de 1999, esse sistema absorve aproximadamente 2 milhões e 400 mil alunos de graduação, dos quais 61% estão matriculados na rede privada, e 87 mil alunos de pós-graduação. Apesar da expressividade dos números, vale destacar que o ensino superior absorve pouco mais de 10% da população entre 20 e 24 anos (TACHIZAWA, 2004, p. 126). Estudo realizado pelo sociólogo Schwartzman apud Oliveira (2004) destaca que “o número de estudantes nas universidades cresceu 76% entre 1992 e 1999, mas esse aumento não significou o ingresso, na mesma medida, dos menos favorecidos ao 3o grau”. Conforme o estudo, “a proporção de alunos universitários procedentes da camada dos 20% mais ricos da população aumentou de 67% para 70% no período. Ao mesmo tempo, a presença dos 20% mais pobres sofreu queda de 1,3% para 0,9%”. Da mesma maneira, de acordo com Tafner (2005), em 1982, cerca de 40% dos jovens que terminavam o ensino médio passavam para a educação superior, mas em 2002 o acesso ao nível superior para os concluintes da educação média havia declinado para menos de 30%, a pesar do enorme aumento de vagas nos estabelecimentos de ensino superior. Na opinião deste último autor, tal resultado indica que “o progresso insuficiente na educação superior tornou-a um gargalo para a juventude”. Dados complementares destacam que, em todo o Brasil no ano de 1999, 324.734 alunos concluíram o curso superior em 2000, 2.694.245 matrículas foram efetivadas em todo o território nacional nos diversos cursos (OLIVEIRA, 2004). Deste último total, 12,6% referem-se ao curso de Administração, correspondendo a 338.789 matrículas. Em 2003 concluíram o curso 63.688 graduados, que correspondem a apenas 18,8% dos que iniciaram o curso em 2000 (tabela 1). Este dado permite introduzir outras considerações relevantes para a análise, uma vez que mostra o enorme abismo existente entre o número de estudantes que ingressam a um curso de educação superior e o número daqueles que conseguem concluir o mesmo. Assim, parece pouco consistente considerar um avanço apenas o aumento no número de estudantes que ingressam num curso superior, sem analisar quantos realmente conseguem concluir e quais são as verdadeiras razões que estão por trás dessas “desistências”. TABELA 1 - Resumo da evolução dos Cursos de Administração no Brasil ANO IES CURSOS/HABILITAÇÕES MATRÍCULAS CONCLUINTES Antes de 1960 2 2 N/I N/I 1960 31 31 N/I N/I 1970 164 164 66.829 5.276 1980 247 247 134.742 21.746 1990 320 320 174.330 22.394 2000 821 1462 338.789 35.658 2002 1158 1413 493.104* 54.656 2003 564.681** 63.688** * Representa 14,17% do universo de alunos matriculados nesse nível de ensino no Brasil ** 14,5% e 12,1%, respectivamente FONTE: MEC/INEP/DAES Como se pode, então, colocar a universidade brasileira em sintonia com uma sociedade do conhecimento altamente competitiva, mas com profundas desigualdades sociais, entre elas o acesso da população ao ensino superior? Apesar da aparente popularização, estar formado em um curso superior no Brasil é um privilégio ainda destacado na sociedade, uma forma de manutenção do status da elite. Neste sentido, Tafner (2005) observa-se que as desigualdades educacionais estão presentes ao longo de diversas dimensões, porém, as mais significativas e determinantes dimensões são a renda e a escolaridade dos pais. Isso significa que a vantagem educacional de certos jovens depende mais das características das famílias às quais pertencem do que de seus atributos pessoais. É bem verdade que o acesso ao ensino superior foi estendido, o que, em outras épocas, seria ainda mais difícil. Ou seja, a abertura para novas instituições foi benéfica para a sociedade em geral. Porém, não se pode criar a ilusão que a disparidade social está exterminada ou se exterminará no curto prazo. Infelizmente, a criação de diversas escolas tem trazido também consigo uma baixa qualidade no ensino, ‘jogando’ no mercado de trabalho profissionais despreparados para assumir os desafios do mundo real. Isto “vem gerando falsas expectativas na sociedade”, afirma Santos (2004). Com isto, continua, “fica claro que é um grave erro expandir o ensino superior sem respeitar as condições mínimas para a formação de bons profissionais e, portanto, cidadãos.” O mercado nunca socializou direitos e jamais poderá fazê-lo. A educação superior somente poderá ser assegurada a todos os milhões de jovens que a reivindicam – apenas 9 em cada 100 jovens de 18 a 24 anos estão matriculados em alguma instituição de ensino superior, destes menos de 3 estão em uma instituição pública – por meio de políticas públicas estatais condizentes com as exigências atuais . No que se refere especificamente ao curso de Administração, a Lei nº 4.769 de 09/09/1965 criou e reconheceu a profissão e os cursos de Administração no Brasil. Atualmente há um trabalho de conscientização da valorização do profissional da Administração feito pelo sistema CFA/CRA’s. Da mesma forma que o advogado utiliza a abreviatura ADV antes de seu nome, incentiva-se que o administrador utilize ADM, assim, valorizando sua profissão. “Administrador: o respeito profissional é proporcional ao tamanho da sua assinatura. Use sempre ADM. antes do seu nome.” Tal orientação pode ser encontrada no site do CFA – Conselho Federal de Administração. Mas isto é pouco, muito pouco. A defesa e valorização do profissional passa pela melhoria da qualidade de sua formação e por sua valorização profissional depois de formado. Na visão de Drucker (2002, p. 19) O administrador é o elemento dinâmico e vital de qualquer empresa. Sem sua liderança, os “recursos da produção” continuam como recursos e nunca se transformam em produção. E, em uma economia competitiva, são sobretudo a qualidade e o desempenho dos administradores que determinam o sucesso de uma empresa; na realidade determinam sua sobrevivência, pois a qualidade e o desempenho de seus administradores são as únicas vantagens efetivas que uma empresa pode ter, dentro de uma economia competitiva. De acordo com informações obtidas no site do Sindicato dos Administradores do Estado de Minas Gerais – SAEMG , não há um piso salarial estipulado pelo sindicato para a profissão do administrador, apenas uma média do que o mercado paga, da seguinte forma: • 2 anos de experiência – R$ 1.000,00 • 3 anos de experiência – R$ 1.200,00 • 5 anos de experiência – R$ 1.800,00 Comparados com outras categorias, são valores pequenos, dada à responsabilidade que a profissão expõe. Não é descrito o nível hierárquico em que se enquadra o administrador, mesmo assim é um valor que assusta. Toma-se como exemplo o de um encarregado de obras, sem formação superior, que tem um salário aproximado de R$ 1.200,00 mensais. O curso de Administração é um dos que mais captam estudantes ingressantes no ensino superior e um dos que mais colocam profissionais no mercado. Devido a suas características de abrangência e multidisciplinariedade, acaba sendo uma oportunidade, muitas vezes, para indecisos que chegam na hora de prestar o vestibular e ainda não fizeram sua escolha corretamente. Optam pelo curso de administração, pensam garantir uma formação, depois um emprego e se não for o que querem, fazem outro curso. Muitos afirmam que administração é fácil, sendo assim, preferem cursar. Porém, muitos se decepcionam, pois não é um curso fácil. Afinal, administrar uma empresa envolve uma gama muito grande de conhecimentos e de relacionamentos diversos. Se fosse fácil, não haveria tantas empresas fechando suas portas todos os dias. Com isto, qual o perfil dos formandos em Administração? PERFIL DOS DISCENTES DAS FACULDADES INTEGRADAS ADVENTISTAS DE MINAS GERAIS - FIAMG No dia-a-dia do docente desta IES, em conversas na sala dos professores e em conversas informais, em troca de informações sobre o andamento das disciplinas e o desempenho dos alunos, alguns aspectos são destacados. Um deles é que os alunos, em sua maioria, têm dificuldades que já neste momento de sua formação deveriam estar superadas. Assim, com muita freqüência, na leitura de textos e avaliações, ouvem-se dos alunos questionamentos do tipo: “que é errata?” “o que é intrínseco?” “não estou entendendo esta questão: ‘cite três distinções entre empresas industriais e empresas prestadoras de serviços’. Fica no ar a seguinte pergunta: onde está o erro? Os alunos não têm o costume de ler e quando lêem não conseguem interpretar adequadamente as mais simples das questões. De quem é a responsabilidade? De acordo com Souza (2004, p. 22), [O] analfabetismo de adultos ultrapassa os 20 milhões de indivíduos; [...]; as avaliações do Pisa (internacional) e do Saeb (nacional) mostram que a maioria dos alunos das 4ªs e 8ªs séries do curso fundamental e da 3ª série do ensino médio lêem sem compreender o que lêem, escrevem sem conseguir formar períodos dotados de logicidade e são incapazes de fazer contas com números de três algarismos. Com isso, os que se dirigem ao ensino superior carregam para o enfrentamento de saberes complexos regidos pela codificação científica uma assombrosa e desastrada incapacidade de absorção do conhecimento. A responsabilidade é de toda a sociedade brasileira, incluindo nesta esfera a família, o governo, a submissão aos interesses estrangeiros de idos tempos, a condição socioeconômica das camadas da população brasileira, o sistema educacional e tantos outros motivos mais que poderiam estar neste rol. A FIAMG já realizou seis processos seletivos. Através de análises de questionários de candidatos, ingressantes e egressos, pode-se perceber possíveis causas das situações acima descritas. Tome-se por base, primeiramente, a relação candidato/vaga dos processos seletivos já realizados: 2000: 1,31; 2001: 1,89; 2002: 1,69; 2003: 1,93; 2004: 2,17; 2005: 1,65. Percebe-se que o grau de concorrência é muito pequeno, portanto, com base na seleção dos melhores (ou seja, os mais preparados em termos de possuir uma gama de conhecimentos maior), motivo da criação dos vestibulares em 1911, não é necessariamente isto que acontece. Para uma análise mais detalhada foi selecionado o perfil dos candidatos e dos ingressantes do curso de Administração que prestaram vestibular no ano de 2002. Por que este perfil? Estes alunos hoje (2º semestre 2004) estão cursando o 6º período; tem um horizonte bem definido em relação ao seu curso e não estão na euforia do último ano, claramente demonstrada pelos formandos. Assim, foram analisados os questionários preenchidos na inscrição (perfil de todos os inscritos), depois separados destes os que foram aprovados e analisados comparativamente. Posteriormente, durante o 2º semestre de 2004, como já referido, foi aplicado um questionário aos alunos que estão cursando o 6º período, com o objetivo de levantar informações relativas as suas expectativas e condições em geral. Iniciando a análise dos questionários, o primeiro elemento a ser destacado é o gênero. Desta maneira, nos ingressantes de 2002 percebe-se uma pequena predominância feminina, fato percebido nacionalmente nas graduações em geral. Dos candidatos que prestaram vestibular no ano de 2002, 55,6% eram do sexo masculino e 44,4% do sexo feminino. Destes, ingressaram 48,8% do sexo masculino e 51,2% do sexo feminino. No histórico de vestibulares da Instituição, constata-se uma particularidade interessante: sempre o sexo masculino predomina nas inscrições para o vestibular, mas na entrada, com exceção do ano de 2000, predomina o sexo feminino, como mostra o quadro abaixo. Este retrato local é diferente do nacional, onde, de acordo com informações do questionário aplicado aos graduandos que fizeram o Provão, em todos os anos, até 2002, predominou a presença masculina. TABELA 2 – Percentual de candidatos e ingressantes por gênero ANO INSCRIÇÃO VESTIBULAR INGRESSANTES MASCULINO FEMININO MASCULINO FEMININO 2000 58,6 41,4 53,8 46,2 2001 55,6 44,4 40,0 60,0 2002 55,6 44,4 48,8 51,2 2003 55,9 44,1 47,5 52,2 FONTE: FIAMG (2005) Os anos de 2004 e 2005, na FIAMG, novamente mostraram um predomínio masculino, tanto de candidatos como de alunos ingressantes. Assim, em 2004, inscreveram-se para o vestibular 57,1% de candidatos do sexo masculino e 42,9% do sexo feminino. Destes, ingressaram 56,3% do sexo masculino e 43,7% do sexo feminino. No ano de 2005, inscreveram 60,7% do sexo masculino contra 39,3% do sexo feminino. Passaram no vestibular e efetivaram suas matrículas 57,9% do sexo masculino e 42,1% do sexo feminino. Uma análise empírica poderia apontar que um dos possíveis motivos para este retorno da predominância masculina nos anos de 2004 e 2005 pode ser creditado à criação do curso de Psicologia em outra Instituição da cidade, curso que absorve um grande número de mulheres. Uma forma de se verificar se tal afirmação procede seria a aplicação de um novo questionário-pesquisa aos alunos ingressantes em 2005, questionando os motivos que o levaram a optar pelo curso de Administração. Uma alteração para menos no item “falta de opção”, poderia retratar esta realidade. Em todos os anos, constatou-se que a faixa etária dos ingressantes se concentra entre 18 e 25 anos. Na análise dos questionários dos ingressantes, esta faixa atinge 71,4%. Trata-se de um público relativamente jovem, tendo como perfil adicional um também alto percentual de solteiros (77,5%). Mesmo se tratando de um público relativamente jovem, percebeu-se que 67,5% trabalhavam em tempo integral, ao passo que 21,3% não exerciam atividade remunerada em tempo integral. Em função da competitividade profissional e da necessidade de se auto qualificar, pode-se afirmar que este número elevado dos que trabalham em tempo integral associado à baixa faixa etária, explica-se pela necessidade de buscar uma posição profissional melhor, conseqüentemente, uma remuneração mais adequada a tal qualificação. Outra análise associada ao fator remuneração pode ser obtida quando se observa a participação do ingressante no programa econômico familiar. Dados do questionário mostram que 52,6% são responsáveis pelo próprio sustento e ainda contribuem com os diversos gastos do núcleo familiar. Logo, com uma remuneração melhor, tal satisfação social torna-se mais acessível. Entretanto, um número também expressivo (45,1%) relatou ser financiado parcial ou totalmente pela família. Pode-se inferir que o dado acima não implica necessariamente que estas pessoas não exercem alguma atividade remunerada, apenas pode significar que o salário é insuficiente para a satisfação de suas necessidades diversas. Em relação ao estabelecimento onde o ingressante cursou o Ensino Médio (segundo grau), verificou-se que não houve uma maior discrepância entre os itens analisados. Assim, 30% disseram ter cursado seu Ensino Médio em escola particular e 45% em escola pública. Este índice é semelhante ao destacado no Provão 2002 (46,7%), relacionando todos os cursos avaliados neste ano, e 42,2% quando se refere exclusivamente ao curso de Administração. Continuando com a análise, 20,1% dos ingressantes afirmou ter cursado uma parte do Ensino Médio em escola pública e outra parte em escola privada e, ainda, o percentual de 13,8% de ingressantes que afirmaram ter feito o curso supletivo. Se se somassem as percentagens dos ingressantes que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas e em cursos supletivos, tem-se que quase 60% dos mesmos provêm de escolas públicas. É válida a hipótese de que muitas das dificuldades referidas acima, demonstradas pelos estudantes que ingressaram na Faculdade, possam ter base neste elevado percentual de formação do Ensino Médio em escolas públicas. Não se pretende afirmar com isto que a baixa qualidade de ensino que estas escolas são levadas a oferecer seja atributo exclusivo delas e sim que estas limitações são o resultado de uma falta de prioridades e de políticas consistentes do sistema educacional como um todo, que não garante uma boa formação da base que comporá o ensino superior num futuro próximo. Isto sem analisar o tipo de formação educacional oferecida nos níveis básicos. Associado a esta base educacional mal fundamentada, um expressivo número de ingressantes não freqüentaram um cursinho pré-vestibular (55%). Fazendo uma junção das informações até aqui mencionadas, figura-se o seguinte quadro, de forma até alarmante: oitenta vagas foram oferecidas ao curso de administração noturno, relação candidato vaga de 1,69, a maioria trabalha o dia todo, tem uma baixa remuneração e ajudam no sustento da família, vieram de escola pública e ainda conseguiram alcançar o sonho de ingressar em um curso superior. Mesmo assim, analisando o número de vezes que os ingressantes prestaram vestibular, verificou-se que 56,3% já prestaram vestibular mais de uma vez. Isto explicaria em boa medida as dificuldades enfrentadas pelos estudantes para atender às exigências formativas colocadas pela instituição como um todo, tais como compreensão dos conteúdos ministrados nas disciplinas, elaboração de trabalhos científicos, visão crítica, integração de conhecimentos, entre outras. Explica, também em parte, a concepção limitada que a grande maioria deles têm em relação à sua formação, se preocupando apenas com a obtenção do título e não com o valor agregado advindo da gama de conhecimentos integrados que adquirirá ao longo da vida acadêmica. Em contraste, o título deveria ser visto como conseqüência natural do esforço para obter este crescimento pessoal, acadêmico e profissional. O fato da maioria destes alunos trabalharem durante todo o dia ou parte dele constitui uma dificuldade adicional, sobre tudo para o professor. Assim, o cansaço provocado pela jornada de trabalho e a cobrança no emprego muitas vezes limitam a participação efetiva do aluno ou provocam desinteresse. Mesmo havendo consciência que é o aluno quem tem que se interessar por aprender, estes fatores, com freqüência, o impedem de aproveitar plenamente as aulas e a escola acaba se tornando, nas palavras de Salvador (2005), “muito mais um ‘social’ para eles”. Como aponta a mesma autora é este um dos grandes desafios do professor: “que o estudante se perceba construtor de conhecimento e que aquele tempo que está na escola torne-se muito bem aproveitado”. Indagando a respeito da formação dos pais, percebe-se uma melhor formação da mãe em relação à formação do pai. Comparando os níveis educacionais, observa-se que quando o foco é a formação básica, um percentual menor de mães se enquadra neste perfil em detrimento ao percentual de pais, enquanto que em nos níveis maiores de formação, há uma inversão deste perfil. O anterior pode-se comprovar pelos seguintes números: TABELA 3 – Formação acadêmica de pais e mães dos ingressantes (Em percentuais) ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO ENSINO SUPERIOR PAI 53,8 31,3 8,8 MÃE 45,1 30,1 13,8 FONTE: FIAMG (2005) Outro dado importante extraído do questionário está relacionado com algumas atividades com as quais os ingressantes preenchem seus momentos de folga. Assim, foi verificado que apenas 6,3% dos ingressantes dedicam o seu tempo de folga para a leitura. Outras atividades como assistir televisão e conversar com parentes ou amigos alcançaram o elevado percentual de 45,1%. A música e o esporte também ocuparam lugar de destaque, com 30%. É realmente preocupante a pouca ou quase nula importância dada pelos ingressantes à prática da leitura. No cotidiano acadêmico, os professores da FIAMG percebem nitidamente esta dificuldade, notando na maioria dos alunos um grande desinteresse por atividades que se relacionam com a leitura e a compreensão de textos das mais variadas áreas. Em clara contradição à análise descrita acima, quando o questionamento feito aos ingressantes referiu-se ao tipo de literatura que são habituados a fazer, uma boa parte dos mesmos afirmou ler revistas de atualidade político-econômica (52,5%); generalidades (27,6%) e culturais e esportivas (18,8%). Neste sentido, Pires (2003, p. 27) destaca que no Brasil dos últimos anos, de uma maneira geral, o que realmente chama a atenção de leitores são os livros de auto-ajuda, de preferência com letras grandes e desenhos e figuras. Um hábito destacado com um percentual bem significativo para ocupação dos momentos de folga foi o uso da televisão. Os canais de ponta são aqueles que oferecem programas com pouco ou nenhum conteúdo construtivo do ser social. Pelo contrário, são um convite para o consumo. Há um domínio de programas sem conteúdo, não levando ao telespectador uma visão crítica, apenas receitas prontas e rápidas. É em um “fast food cultural em que nos transformamos”, destaca Pires (2003, p. 26). Em detrimento a um crescimento cultural do povo brasileiro, as televisões ocupam grande espaço dedicado a conjuntos e artistas com propostas puramente comerciais. De acordo com Pires (2003, p. 27), há um “nivelamento por baixo, [criando] uma situação em que tudo fica igual”. Cury (2003, p. 58 ss) alerta que o problema da televisão começa desde a infância, onde se acelera o pensamento das crianças, fazendo com que as mesmas vejam a vida deste modo. Assim, quando tem que aprender em sala de aula, não resistem à leveza do ritmo da educação. Numa afirmação trágica, destaca que “a educação está falida, a violência e a alienação social aumentaram, porque, sem perceber, cometemos um crime contra a mente das crianças e dos adolescentes.” (CURY, 2003, p. 59). Delineou-se, então, o seguinte perfil dos ingressantes: a maioria era do sexo feminino; a faixa etária concentrada entre 18 e 25 anos; alto percentual de solteiros com predomínio de alunos que trabalhavam em tempo integral; mais da metade eram responsáveis pelo seu próprio sustento e ainda contribuíam com os diversos gastos do núcleo familiar; entretanto, em função da baixa remuneração, um número expressivo relatou ser financiado parcial ou totalmente pela família. Destaca-se ainda que a maior parte cursou o Ensino Médio em escola pública; e, ainda, um expressivo número que relataram que não freqüentaram um cursinho pré-vestibular. Entre os ingressantes, percebe-se uma melhor formação da mãe em relação à formação do pai. Em outro aspecto, uma minoria dedica seu tempo de folga para leitura. Em contraste, atividades como assistir televisão, conversar com parentes ou amigos e ouvir música ocuparam lugar de destaque. Tentou-se, até aqui, traçar um perfil dos alunos que ingressaram no curso de administração no ano de 2002, na FIAMG. A seguir, serão analisadas informações extraídas do questionário dos formandos, aplicado em 2004. A tentativa inicial era fazer uma comparação entre as respostas obtidas nos dois questionários. Porém, em função da disparidade entre os dois modelos de questionários aplicados, não foi possível fazer comparações de todos os dados, apenas de alguns itens. Observa-se ainda que o questionário para os ingressantes foi elaborado pela Instituição, usando um modelo padrão. Já o questionário aplicado aos formandos foi elaborado visando obter informações que permitissem traçar um perfil do graduando em Administração nesta instituição. Tomou-se como referência, também, alguns pontos destacados no questionário respondido pelos graduandos, de forma complementar, no ato da avaliação do Provão requerido pelo MEC. PERFIL DOS DISCENTES DAS FACULDADES INTEGRADAS ADVENTISTAS DE MINAS GERAIS – ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS DOS FORMANDOS Neste segundo questionário, o destaque inicial pode ser dado a uma maior presença feminina na educação superior. Os dados locais demonstram uma tendência nacional. De acordo com o MEC , “os dados do censo 2003 permitem identificar uma predominância de mulheres nas matrículas (56,4%), mantendo a tendência observada desde 1995.” Estes números se referem a todas as matrículas em todos os cursos de graduação presencial no Brasil. No caso da FIAMG, observa-se que tal percentual não é diferente quando comparado aos números de concluintes (formandos pesquisados) cujo percentual de mulheres é 55,8%. Esta realidade é também observada em outras áreas. De acordo com Naisbitt; Aburdene (1990, p. 262) “as mulheres atingiram uma massa crítica em virtualmente todas as profissões intelectuais, especialmente naquelas de cunho empresarial”. Ainda na visão dos autores, eram minoria as mulheres que trabalhavam como médicas, advogadas e executivas. Afirmam os mesmos autores (1990, p. 262-263) que, de 1972 a 1990, “o número de médicas dobrou. A porcentagem de advogadas e arquitetas quase quintuplicou [...] as mulheres ocupam 39,2% dos empregos executivos, administrativos e gerenciais, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. Isto é quase o dobro das cifras de 1972.” Hofstede assegura que a sociedade brasileira tem uma predominante característica feminina em relação à masculina . Peters (2004) descreve, em um artigo com base em um relatório especial da Revista Business Week de 2000, que quando o assunto é liderança, as mulheres estão reinando. Esclarece que “se levarmos a sério a importância do papel do talento na nova economia... então a conexão em nossas mentes entre ‘talento’, ‘liderança’ e ‘mulheres’ deve tornar-se automática.” E vai além, afirmando que a liderança feminina “constitui um Imperativo Estratégico da mais alta ordem”. De outro lado, os percentuais de idade e do estado civil mostram uma similaridade muito grande com o questionário dos ingressantes esclarecendo que os que deixaram o curso por motivos diversos não chegaram a alterar o perfil da turma. O agrupamento das idades identifica um equilíbrio entre juventude e maturidade, pois 48,9% dos respondentes acusaram uma idade até 25 anos e 42% entre 26 e 34 anos. Somando a este último percentual o número de graduandos com idade entre 35 e 39 anos, que corresponde a 9,1%, tem-se uma maioria, perfazendo 51,1% da turma. No círculo familiar, 25,6% relatou ter um irmão, 46,4% tem entre dois e três irmãos e quatro ou mais irmãos, 28%. E a quantidade de filhos retrata o elevado percentual de solteiros (76,8%), demonstrando o seguinte resultado: 72% dos respondentes não têm nenhum filho; 21% afirmaram ter um filho e 7%, dois filhos. Ainda concentrado no foco familiar, o aspecto de moradia revela que 60,5% residem com os pais e/ou outros parentes, 23,2% com esposo(a) e/ou filhos, 7% com amigos, e 9,3% residem com colegas em alojamento universitário. O destaque desta questão é que não houve nenhuma resposta afirmando que o graduando mora sozinho. Quanto à localização da residência, uma esmagadora maioria reside na cidade de Lavras (88,3%). Tal percentual obteve uma pequena queda nos anos subseqüentes, percebendo, assim, um crescimento da participação de estudantes das cidades no entorno de Lavras. Percebeu-se, também, uma queda no percentual de estudantes que trabalham em tempo integral (56%), contra 67,5% registrados no questionário dos ingressantes. Em contrapartida, dos graduandos, 21% disseram trabalhar 1/2 expediente, número que era de 5% dos ingressantes. Outro destaque percebido é que no questionário dos ingressantes, 21,3% afirmaram não exercer nenhuma atividade remunerada, enquanto que este número caiu para 11,6% nos graduandos. Relatando a faixa salarial da família, percebe-se um certo equilíbrio entre as faixas delineadas para resposta. Até R$ 600,00 mensais por família, 18,6%; de R$ 601,00 a R$ 1.000,00, 16,3%; de R$ 1.001,00 a R$ 1.500,00, 23,2%; de R$ 1.501,00 a R$ 2.000,00, 18,6%; e, acima de R$ 2.000,00, 21%; sendo que 2,3% não responderam a esta questão. Associando tais informações salariais às informações relacionadas ao vínculo familiar e à participação no custeio dos gastos da família, há de se considerar uma vitória a continuação dos estudos até à formatura. Acrescenta-se a estes fatores a informação de que 72% dos graduandos não recebem qualquer tipo de auxílio financeiro ou bolsa de estudos para custeio de suas despesas com o curso. Este número é semelhante ao relatado pelos graduandos (73%) de todos os cursos avaliados no Provão 2002 em nível nacional. Dos graduandos, 11,6% responderam que recebem bolsa parcial ou integral da própria IES e 16,3% recebem de entidades externas. Abre-se um parêntese aqui, para esclarecer que a política de bolsas da Instituição contempla, atualmente (ingressantes em 2003, 2004 e 2005) um percentual mais elevado do que o percebido no grupo de ingressantes de 2002. Dentre os meios de transporte mais utilizados pelos alunos para se trasladar até a instituição de ensino, carro próprio ou motocicleta obtiveram a maior percentagem com 41,9%; uma outra parte (9,3%) usam carona com amigos e vizinhos; 37,2% fazem uso de transporte coletivo ou van; 9,3% se mobilizam a pé ou de bicicleta e 2,3% usam outro meio de transporte. Em relação à instituição onde os alunos cursaram o Ensino Médio (Segundo Grau), 64,8% vieram de escola pública, 32,7% vieram de escola privada e 2,5% cursaram metade do curso em escola pública e outra metade em escola privada. Ressalva-se que alguns destes valores não são congruentes com as informações obtidas do questionário dos ingressantes, não existindo motivos aparentes que justifiquem esta discrepância. Provavelmente deva-se a problemas na interpretação das questões, um exemplo claro de algumas das dificuldades mostradas pelos graduandos e que já foram mencionadas em várias passagens deste trabalho. Mesmo assim, foram respeitadas as informações dadas pelos alunos e descritas da maneira que foram relatadas. Analisando o tipo de Ensino Médio cursado, 60,4% afirmaram ter cursado a educação básica, 30,2% curso técnico, 4,7% magistério e 4,7% fizeram o supletivo. Algumas considerações importantes podem ser descritas a partir da análise de questões com teores interligados. Foi questionado junto aos graduandos hábitos de leitura de livros e jornais, meios de atualização, tempo de dedicação semanal aos estudos (extraclasse) e o desenvolvimento de atividade extracurricular, como preparação de trabalhos para a Semana de Iniciação Científica, artigos ou resenhas para revista científica, entre outros. Pode-se afirmar que uma verdadeira mágica acontece no dia-a-dia do acadêmico. Conforme já visto, apenas 11,6% não exercem atividade remunerada e, do restante, 56% desenvolveram atividade remunerada em tempo integral. Ainda como consideração inicial, no questionário dos ingressantes, apenas 6,3% ocupam seu tempo de folga dedicando-o à leitura. Assim, as respostas obtidas dos graduandos quanto às questões propostas acima, se revelam da seguinte forma: TABELA 4 – Leitura de livros por ano, exceto livros escolares Quantidade proposta Respostas obtidas 6 ou mais livros 14,0% 4 a 5 livros 21,0% 2 a 3 livros 48,8% 1 livro 11,5% Nenhum livro 4,7% FONTE: Questionário aplicado aos graduandos do 6º período de Administração (2º semestre 2004) TABELA 5 - Hábitos de leitura de jornal – comparativo FIAMG / Provão MEC 2002 Freqüência - FIAMG Respostas Freqüência – PROVÃO 2002 Respostas Diariamente 16,1% Diariamente 37,1% 2 vezes semana 7,0% 2 vezes semana 21,0% Somente aos domingos 21,0% Somente aos domingos 16,3% Raramente 51,2% Raramente 24,1% Nunca 4,7% Nunca Sem dados FONTE: FIAMG e MEC/INEP/DAES FIGURA 1 – Hábitos de leitura de jornal – comparativo FIAMG / Provão MEC 2002 (em %) A tabela 5 acima, juntamente com o gráfico da figura 1, mostram uma grande disparidade nos perfis dos graduandos da FIAMG no quesito leitura de jornais, em relação ao perfil nacional detectado pelo questionário aplicado no Provão de 2002 pelo MEC. Entre os meios mais utilizados para se manter atualizados, ganha destaque a TV, seguida de longe de jornais e revistas, como se pode comprovar na figura abaixo. FIGURA 2 – Meio para manter-se atualizado Os dados que revelam quantas horas por semana os formandos dedicam ao estudo, sem contar as horas de aula, retratam, nitidamente, a realidade percebida pelos professores em relação ao desempenho dos alunos nas diversas avaliações. TABELA 6 - Dedicação aos estudos por semana, exceto horas de aula Horas de dedicação Respostas Mais de 8 7,0% 6 a 8 11,6% 3 a 5 32,6% 1 a 2 30,2% Nenhuma 18,6% FONTE: Questionário aplicado aos graduandos do 6º período de Administração (2º semestre 2004) Também foi perguntado se o graduando desenvolve ou tem desenvolvido alguma atividade extracurricular, excetuando estágio, aceitando mais de uma resposta: 37,2% viagem de estudos; 30,2% participação na Semana de Iniciação Científica; 11,6% atuam na empresa júnior; 14,0% escreveram artigo ou resenha para Revista Symposium; 14% responderam desenvolver outra atividade; 34,8% nenhuma atividade; e, 4,7% não responderam. Direcionando as questões para outro foco, ao responder o motivo que o levou a cursar administração, 7% responderam ser o principal motivo a falta de opções; 11,6% mensalidade mais baixa; 14% a qualidade do curso; 14% sempre quiseram cursar administração; 30,2% já atuam na área ou pretendem atuar e 23,2% disseram ser outro motivo. Quanto à avaliação do nível de exigência do curso, 39,6% afirmaram que deve haver uma exigência maior, ao passo que 51,2% acreditam que foram exigidos na medida certa e 9,3% querem uma exigência menor. Os índices revelados na avaliação do Provão 2002 para o curso de Administração, demonstraram que 23,4% afirmaram que devia ter havido uma exigência maior; 28,7% acreditam que a exigência foi na medida certa; e, 44,7% informaram que deveria ter se exigido menos. FIGURA 3 – Avaliação do nível de exigência do curso (em %) Ao ser questionados sobre a principal contribuição do curso que irão concluir, 11,6% afirmou ser a obtenção de diploma de nível superior; a aquisição de cultura geral foi escolhida por 11,6% dos estudantes; melhores perspectivas de ganhos materiais com 14%; aquisição de formação teórica 9,3%; e a mais alta de todas, a aquisição de formação profissional com 53,5%. As habilidades destacadas como desenvolvidas da melhor forma foram a comunicação, com 9,3% das respostas; trabalho em equipe, 21%; raciocínio lógico e análise crítica, 25,6%; e resolução de problemas e tomada de decisões, 44,1%. Dentre os diversos tópicos abordados nas várias disciplinas, os mais relevantes tiveram como destaque globalização, com 23,2% das respostas e ética, 28% das respostas. Talvez um dos fatores que colocaram a ética como foco principal desta abordagem seja que no semestre em questão (6º período, 2º semestre 2004), os graduandos estavam cursando a disciplina Ética Geral e Profissional. Especificamente quanto ao futuro profissional e acadêmico, algumas questões foram propostas. Questionou-se o que se pretende fazer profissionalmente após a conclusão do curso. Não responderam ou responderam que não pretendem trabalhar, 9,4%; trabalhar em outra área, 7%; abrir negócio próprio na área de administração, 11,6%; pretendem procurar emprego na área de administração, 34,9%; e, pretendem continuar trabalhando na área de administração, 37,1%. Academicamente, apenas 7% não pretendem fazer mais nenhum curso. No mais, 4,7% pretendem fazer outro curso de graduação; 28% cursar especialização; 37,1% mestrado e/ou doutorado na área. A análise do questionário finaliza com a questão relativa ao grau de escolaridade dos pais dos graduandos pesquisados. Analisando esta questão observa-se um menor número de mães com uma formação menor e, conseqüentemente, um maior número de mães com uma formação maior, quando comparada com a formação dos pais, conforme dados da tabela a seguir (em percentuais): TABELA 7 – Escolaridade do pai e da mãe do graduando (FIAMG) Nenhuma escolaridade Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Superior Pós-Graduação PAI 9,3 55,8 20,9 11,7 2,3 MÃE 9,3 48,8 25,6 11,7 4,6 FONTE: Questionário aplicado aos graduandos do 6º período de Administração (2º semestre 2004) É válido destacar que também nesta última questão, os dados diferem um pouco dos relatados no questionário dos ingressantes. Esta situação, igual às outras já referidas, carece de uma justificativa razoável, optando-se por respeitar a veracidade das informações obtidas. Fazendo um resumo, percebe-se que o perfil dos formandos não difere fundamentalmente do perfil dos ingressantes, apenas alguns itens podem ser mencionados. Dentre eles, destaca-se uma queda no percentual dos que trabalham em tempo integral quando comparados com os ingressantes. Em contrapartida, houve uma elevação dos que trabalham em 1/2 expediente e também uma queda acentuada dos que não exerciam nenhuma atividade remunerada. Complementando o perfil dos graduandos, na análise dos hábitos de leitura, percebe-se que esta prática é pouco desenvolvida. A leitura de livros não escolares, por ano, atinge um baixo percentual e a maioria afirmou que raramente lê jornais, contrastando com as informações dadas pelos graduandos que fizeram o Provão do MEC no ano de 2002. Ainda, o meio mais utilizado para se manter atualizado é a TV, seguida de longe de jornais e revistas. Quanto à dedicação de horas para estudo, excetuando-se as horas em aulas, 48,8% dos graduandos responderam dedicar até duas horas de estudos por semana. Apenas um pequeno número dos formandos apontaram o motivo de se cursar administração como sendo o curso que sempre quiseram cursar ou porque já atuam na área. O restante destacou outros motivos, como falta de opções, mensalidades mais baixas e qualidade do curso. Finalmente, quanto ao futuro profissional ou acadêmico, a maioria pretende continuar trabalhando na área de Administração ou procurar emprego nesta área; além de um elevado percentual buscar um aprimoramento através de cursos de pós-graduação. CONCLUSÕES Uma das mais importantes considerações que pode ser destacada ao concluir a análise das informações apresentadas, é que não se pode conceber igualdade social diante de constatações como as apresentadas neste trabalho. Não se pode mensurar qualidade do ensino superior brasileiro via mensuração pura de dados estatísticos. Número de ingressantes e de formandos em ascensão não podem ser considerados parâmetros de crescimento qualitativo na educação brasileira. São meros números. A qualidade do desempenho que estes formandos mostrarão através dos valores agregados que receberam em sua formação é que fará a verdadeira diferença. De certo, o desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional na atualidade deixou de ser mero fator de status e passou a se tornar necessidade de sobrevivência. Euclides da Cunha, citado por Franco (2002, p. 17), já afirmava há algumas décadas que “ou progredimos, ou desaparecemos”. Esta parece ser a força motriz que move os sentimentos dos seres humanos em geral. A necessidade de sobreviver, muitas vezes, força-os a buscar novos horizontes, nem sempre conscientes da premência de uma formação que acompanhe as exigências de competitividade da sociedade moderna. Tal circunstância parece ter sido absorvida por acadêmicos das mais diversas áreas, não sendo diferente com os estudantes do curso de administração. Em muitos casos, a busca por enriquecimento do saber fica relegada a segundo plano. O plano principal passa a ser apenas um título, um status exterior, deixando de lado o aprimoramento acadêmico. Mas, toda a sociedade carrega uma parcela de responsabilidade. Os órgãos estatais arrastam-se corrupta e burocraticamente, atendendo a interesses individualistas; as instituições, muitas vezes, tem como objetivo principal apenas o lucro e o persegue freneticamente; o contexto social, em destaque a família, sem formação educacional adequada, não consegue repassar à geração atual a conscientização necessária da importância de uma formação acadêmica bem fundamentada. Os professores, desmotivados por condições de trabalho e inadequados salários, que em muitos casos o obriga a buscar uma fonte complementar de renda, diante de uma juventude em constante mutação de diversos valores – sociais, culturais, morais; e finalmente, os estudantes, sem horizontes clarificados, atirando no escuro da incerteza, em busca do desconhecido, torcendo para que o desconhecido não se faça transparecer. E, para complicar, um hiato tremendo entre as classes sociais, que torna ainda mais difícil o alcance de condições adequadas para que estudantes verdadeiramente comprometidos com um desenvolvimento pessoal e profissional de qualidade alcancem seus objetivos. Percebe-se que os graduandos de administração que foram foco deste trabalho não fogem à dura realidade nacional, na maioria dos casos. Ou seja, deixam-se levar por receitas prontas, não buscando criar seu próprio cardápio. Recebem estímulos dos meios de comunicação em massa sem o menor senso crítico para filtrar o que estão recebendo. Contudo, constata-se a participação de alguns alunos que realmente se dedicam e fazem do curso um verdadeiro cabedal de enriquecimento acadêmico, o que enche de orgulho a comunidade acadêmica da Instituição. Finalmente, neste caminho sem volta, cabe, prioritariamente, aos professores orientarem adequadamente seus alunos levando-os a raciocinarem numa perspectiva futura. Para isto, deve-se, também, propiciar condições de aprendizado e atualização contínua que realmente o levem a oferecer algo novo e relevante a seus alunos. Apesar de algumas análises vislumbrarem situações alarmantes, existe luz no fim do túnel. A busca desta luz deve começar já, hoje, agora. Não se pode postergar mais, pois o futuro não pode esperar. No caso da FIAMG, por se tratar de uma Instituição nova – iniciou suas atividades em nível superior no ano de 2000 – deve-se valorizar a grande perspectiva de futuro que esta Instituição propõe a oferecer a seus corpos docente e discente. A conscientização de um novo horizonte educacional não deve estar focada apenas nas críticas aos discentes. A conscientização deve englobar todos os níveis, colocando os desafios que cada componente do sistema educativo deve assumir sem demora. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CORBUCCI, Paulo. Reforma da educação superior. In: Desafios do Desenvolvimento, ano 2, n. 8, mar. 2005. CLEMENTE, Ademir; HIGACHI, Hermes Y. Economia e desenvolvimento regional. São Paulo: Atlas, 2000. CURY, Augusto Jorge. Pais brilhantes, professores fascinantes. 4. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. DRUCKER, Peter Ferdinand. O Melhor de Peter Drucker: a administração. São Paulo: Nobel, 2002. FRANCO, Simon. Criando o próprio futuro. 6. ed. São Paulo: Futura, 2002. NAISBITT, John; ABURDENE, Patricia. Megatrends 2000. 3. ed. São Paulo: Amana-Key, 1990. OLIVEIRA, João Ferreira de. Acesso à educação superior no Brasil: desafios e perspectivas. Disponível em Acesso em: 18 set. 2004 PETERS, Tom. As Mulheres reinam. HSM Management, nº 43, mar. - abr. 2004. PIRES, Luciano. Brasileiros pocotó: reflexões sobre a mediocridade que assola o Brasil. 2. ed. São Paulo: Frente e Verso, 2003. DIA: trabalho. Noite: estudo. Portal Universia. In: Clipping Educacional, 27 abr. 2005. SANTOS, Adriana de Fátima. A Expansão do ensino superior brasileiro. Gestão Universitária. Belo Horizonte, 15 set. 2004. Disponível em www.gestaouniversitaria.com.br SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Lavras: diagnóstico municipal. Lavras, 1998. 156 p. (Sistema de Informações Mercadológicas Municipais) SOUZA, Paulo Nathanael Pereira de. Educação superior: reforma ou ajuste? Revista Ensino Superior, Abril 2004, p. 22-23. TACHIZAWA, Takeshi. Criação de novos negócios: gestão de micro e pequenas empresas. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004. TAFNER, Paulo. Oportunidades para adquirir capacidades. In: Desafios do desenvolvimento, ano 2, n.7, fev. de 2005. Acesso em 08 abr. 2005 Acesso em 08 abr. 2005 Acesso em 08 abr. 2005 Acesso em 15 abr. 2005 NOTAS A respeito do que se entende por microrregião, autores como Clemente e Higachi (2000, p. 17-19) mencionam que “o IBGE publicou em 1968 o estudo pioneiro intitulado ‘Divisão do Brasil em Microrregiões Homogêneas’ e, em 1990, a ‘divisão do Brasil em Meso e Microrregiões”. Ainda de acordo com os autores, o Brasil possui 136 mesorregiões, 547 microrregiões e 5.507 municípios. Destes, 12 mesorregiões, 66 microrregiões e 853 municípios estão localizados em Minas Gerais. De acordo com o IBGE, em 2002 o Brasil já possuía 5.560 municípios. De acordo com a edição especial da Gazeta Mercantil, Atlas do Mercado Brasileiro – Os 300 municípíos mais dinâmicos do País, fev. 2005, ano VI, nº 6, o município de Lavras se encontra nesta classificação em 8º lugar em Minas Gerais e 49º no Brasil. VOLTAIRE. Dicionário filosófico. Disponível em: , p. 333-336. (Livro on line) O estudo baseia-se em informações levantadas pela pesquisa nacional por amostra de domicílios (PNAD) do IBGE http://www.lpp-uerj.net/outrobrasil/documento_exibir.asp?cod_documento=632 Base: Setembro/2004. Nova Engenharia, Nova Lima/MG. Pedreiro, armador, carpinteiro: R$ 528,00; encarregado de obras: R$ 1.115,73; engenheiro: entre R$ 2.080,00 e 2.800,00. Informações colhidas do questionário sócio-cultural aplicado no ato do preenchimento da ficha de inscrição para o processo seletivo da IES (2002) Maria Cristina Salvador, Coordenadora do curso de Letras e Pedagogia da Universidade São Judas. Citação obtida do texto Dia: trabalho. Noite: estudo; do Portal Universia in Clipping Educacional de 27/04/2005 www.inep.gov.br/superior/censosuperior/default.asp http://fgvrj29.fgv.br/LearningSpace5/default.asp?ui=student. Disponível no curso on line MBA Executivo em Administração da FGV – Fundação Getúlio Vargas Feminilidade diz respeito a valores associados aos relacionamentos entre pessoas, preocupação com o próximo e com a qualidade de vida, uso da sedução; masculinidade refere-se a valores associados à assertividade, firmeza, à aquisição de dinheiro e bens, ao uso da autoridade.O que é um administrador?
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